Resenha | O bosque subterrâneo

4.2.17
Autor (a): Colin Meloy | Ilustrador: Carson Ellis | Série: Crônicas de Wildwood #02 | Editora: Galera Record | Gênero: Fantasia, Infanto Juvenil | Páginas: 432 | Skoob

  Já fazia algum tempo desde a última vez em que eu havia lido um infanto juvenil, por isto quando eu vi O bosque subterrâneo, a primeira coisa que eu pensei foi: por que não? E cá entre nós, não poderia ter encontrado um infanto juvenil melhor para o momento.

 O bosque subterrâneo é a continuação de O bosque selvagem, mas você está enganado se acha que é preciso ler o primeiro para compreender a sequência. Posso me usar como exemplo neste caso, pois não li o primeiro livro até o momento, e mesmo assim consegui entender toda a trama que este segundo livro trás. Porém, eu particularmente recomendo que vocês leiam na ordem, o que pode evitar alguns momentos de confusão durante a leitura.

 Esse livro trás algo que eu adoro e que infelizmente não vejo em muitos livros: múltiplos protagonistas. Na verdade eu até arriscaria a dizer que não existe um protagonista central, é tudo um amontoado de gente que tem seu destaque durante todo o desenvolvimento da trama. Mas enfim, entre esses "protagonistas" nós temos Prue, a famosa Donzela da bicicleta, Curtis, o melhor amigo de Prue, e as irmãs Raquel e Elsie.

 Enquanto Prue precisa escapar de uma criatura que tem como missão matá-la, as irmãs Raquel e Elsie são deixadas em um "orfanato" por seus país enquanto os mesmos partem em uma jornada atrás de seu filho desaparecido, o próprio Curtis, que agora faz parte da família dos bandidos. Sim, é tudo muito confuso e complexo no início, porém com o desenvolver da história você passa a perceber que todos estão conectados de uma forma mágica.

 Em meio a tanta confusão, Prue começa a se comunicar com a natureza cada vez mais, e é a própria natureza que deixará em suas mãos a missão que pode salvar ou destruir todo o bosque: reanimar o verdadeiro herdeiro. Somente o verdadeiro herdeiro poderá combater o mal que se espalha cada vez mais rápido pelo bosque. Ah, quem é o verdadeiro herdeiro? Boa pergunta!
  Esse é um livro extremamente leve, intrigante e gostoso de se acompanhar. É como um velho conto de fadas do qual a gente não consegue enjoar e que deveria ser passado de geração para geração. O livro conta com várias cenas de ação, algo que não permite o livro ficar entediante. E como se não bastasse todas essas cenas empolgantes, elas ainda são vividas por personagens impossíveis de se odiar. Uma das grandes qualidades desse livro é a forma como o autor da espaço para cada personagem se desenvolver.

 Contudo, apesar de todos os pontos positivos o livro teve algo que não me agradou muito, que foi o próprio bosque subterrâneo. 90% da história se passa fora do bosque subterrâneo, e quando eles finalmente chegam lá o lugar e a história em si acabam se tornando tanto quanto decepcionantes. Sinto que o autor poderia ter trabalhado mais esta parte da história ao invés de a utilizar simplesmente para preencher uma lacuna.

 Mas agora, voltando para os elogios, se teve uma coisa que eu amei neste livro foram as ilustrações. Não conhecia o trabalho do Carson Ellis, mas confesso que já me tornei um grande admirador de sua arte. Nem sempre livros com ilustrações me agradam. Em alguns casos acredito que as ilustrações limitam demais a visão que nós teríamos dos personagens e do universo em si. Em O bosque subterrâneo isso também não deixa de acontecer, porém neste livro isto não me incomodou, até porque as ilustrações se encaixam tão bem com cada momento da história que fica impossível de não gostar.
 No geral, eu simplesmente adorei este livro e não vejo a hora de ler os demais que pelo o que eu pesquisei são mais dois. Colin Meloy conseguiu criar uma história fantástica com toda a mágica que amamos em infantos juvenis. E como se não bastasse o ótimo enredo, os incríveis personagens e a mágica narrativa, nós ainda temos as magníficas ilustrações do Carson, que merece todo o reconhecimento do mundo pelo seu trabalho. Livro super recomendado!
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Resenha | Magônia

16.11.16
Autor (a): Maria Dahvana Headley | Editora: Galera Record | Gênero: Fantasia, YA | Páginas: 303 | Skoob

 Magônia é uma fantasia que gira em torno de Aza Ray Boyle, uma jovem de 16 anos (se não me engano) que sofre de uma doença tão rara que só tem como portadora a própria Aza. Síndrome de Azaray. Bem genial, não é? Essa doença atinge diretamente seus pulmões, dificultando a sua respiração a ponto de coloca-la em constante risco. Além disso a doença, de alguma forma desconhecida, fez com que a mesma tivesse o coração localizado em um lugar inesperado.

 O verdadeiro enredo começa a partir do momento em que, num determinado dia, Aza vê um navio voando no céu. É claro que ninguém acredita no que ela pensa ter visto, afinal de contas, tudo pode não passar de alucinações provocadas pelos remédios que ela ingere com o intuito de minimizar os sintomas da doença. Porém Aza não estava errada, mas ela só descobrirá isso quando acordar rodeada por homens-pássaros após ter desmaiado em seu quarto por, supostamente, ter engolido um pássaro.

 É então que ela descobrirá que esses "homens-pássaros" são na verdade um povo chamado de Magônianos, nativos de Magônia, uma terra mágica onde tudo acontece através do canto. Além do fato de que o céu é habitado por diversos navios piratas com tribulações magonianas que roubam alimentos terrestres para sobreviver.

 É claro que como nem tudo podia ser perfeito, Aza descobre que ela é filha da capitã do navio em que se encontra, e que, segundo sua mãe, ela é muito poderosa e será necessária na missão de salvar todo o povo magoniano de uma provável extinção causada pela tamanha poluição produzida pelos seres humanos. 
Shout out to my ex, livro,
Eu sei que a música não tem nada a ver com o livro, porém um hino é um hino
 A melhor palavra para descrever esse livro é sem dúvidas original. A autora conseguiu criar um enredo inimaginável, cheio de elementos fantásticos inovadores e inesperados. Para começo de conversa eu preciso dizer o quão incrível é o sistema de magia proposto nesse livro. Diferente de Harry Potter, onde temos as varinhas, em Magônia o instrumento que possibilita a magia é a voz, o canto. Genial, não? 

 Além disso eu adorei a ideia de piratas no céu. Confesso que nunca fui grande fã de piratas e tudo mais, porém aqui, por ser tudo muito novo, é quase impossível não ficar admirado com tudo que o constitui. 

 Ao meu ver o livro é merecedor de muita admiração pelo simples fato de que ele faz uma crítica enorme aos nossos costumes e como isso está, pouco a pouco, acabando com o nosso planeta. Centenas de espécies animais já foram extintas por nossa culpa. Será que os próprios seres humanos terão que passar pelo início de um processo de extinção para que assim a gente pare de destruir o planeta e a natureza que temos? 

 Apesar de todas as novidades e inovações que o livro trás, ele não consegue escapar de alguns clichês, e isso acabou me irritando um pouco. Porém o que mais me desagradou nesse livro foi a própria Aza, uma personagem que não me agradou em nenhum momento. O problema não foi ela ser chata ou qualquer outra coisa do tipo, mas sim o fato de que ela não tem qualquer personalidade. Sabe aquele personagem secundário que dificilmente ficará na sua memória por algum tempo? Então, ela é exatamente esse tipo de personagem, o que para mim não faz jus ao título de protagonista de uma história.

 Eu realmente queria chegar aqui e dizer que eu amei esse livro e que foi um dos melhores do ano, até mesmo porque ele tem um potencial enorme. Porém essa foi uma leitura muito entediante. Sinceramente, eu empurrei o livro todinho com a barriga só para ver qual seria o desfecho (que infelizmente não me satisfez). Acredito que meu maior problema tenha sido com a narrativa, que foi um tanto quanto poética demais para o que eu estava esperando.

 No geral, esse é um livro que eu super indico. Tenho plena consciência de que ele não funcionou para mim mas que muito provavelmente funcionará para todos vocês. Magônia é um livro original, mágico, encantador e com um enredo totalmente inesperado. Uma leitura indispensável para aqueles que amam fantasias.
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Review | 1° temporada Shadowhunters

7.5.16
 Eu demorei mas não, eu não esqueci de compartilhar com vocês minhas opiniões sobre a primeira temporada de Shadowhunters, uma das séries mais aguardadas por mim e que deu muito o que falar nos últimos tempos. Então acomodem-se aonde quer que vocês estejam, e se preparem para um grande post de opiniões diferentonas.
 Bom, acho que antes de abordar qualquer assunto, eu preciso começar dizendo que sim, eu gostei da adaptação, e vou continuar acompanhando a série em sua segunda temporada, que para felicidade de uns e tristeza de outras foi renovada #LIDEMCOMISTO.

 O primeiro assunto que eu gostaria de abordar, e que provavelmente vai ser o que mais irá gerar polêmica é a atuação dos atores. Já vou dizendo que assim como todos vocês, num primeiro momento eu detestei a atuação da maioria deles, e posso dizer que os únicos que salvaram a série no quesito atuação durante toda a temporada foi o Alberto e a nossa deusa Emeraude, que pelo menos para mim não deixaram a desejar enquanto davam vida à Simon e Isabelle Lightwood

 Já por outro lado tivemos atuações que não me agradaram muito, como a do Dominic e a do Harry Shum, que foi definitivamente uma decepção. E ai temos a mais polêmica de todas, a Kat Nacmara, que fez a minha tão odiada Clary. Primeiramente eu gostaria de perguntar uma coisa para vocês. Por que diabos vocês implicam tanto com a cor do cabelo que a atriz usa? Gente é tudo ruivo, não importa se é claro ou escuro, o que importa mesmo é a atuação da atriz, e para mim a Kat conseguiu fazer uma boa atuação. Calma, eu concordo que no começo da série a atuação dela estava horrível, mas eu achei que depois a evolução dela foi bem evidente, e no final eu já estava gostando dela bem mais do que eu gostei da Lily Collins no mesmo papel. Não me julguem, é só que eu odeio a Clary, e com a Lily fazendo a personagem eu gostava da Clary, mas com a Kat eu conseguia ter raiva da personagem da mesma maneira que eu tinha nos livros, e foi isso que me agradou (OI??).
 E é claro que quando estamos falando dos problemas da série, não podemos deixar de falar do tão polêmico Instituto. Sério, esse instituto deu tanto o que falar que eu acabei demorando muito para formular uma opinião própria, mas no final eu cheguei a conclusão de que acabei não gostando. Meu problema em si não foi nem com o fato de ser super tecnológico, isso por sinal eu até gostei, pois eu achei que caiu bem com as mudanças da série. Meu problema foi com o fato de o instituto ter aquele monte de gente. Sério, desde o primeiro livro a Cassie vem ressaltando que os Caçadores de Sombras estão ficando cada vez em números menores, e que os institutos estão habitando cada vez menos pessoas, e ai eles me vem e colocam aquele monte de gente trabalhando no instituto? E o mais engraçado de tudo é que quando chega as cenas de luta você não vê um caçador a mais do que os atores principais. Sem dúvidas um erro que deve ser concertado. 

 Ah, e já que estamos descascando o abacaxi, devo falar de como eu fiquei irritado com a ordem e velocidade de acontecimento das coisas. Sério, qual a necessidade de resumir tantos acontecimentos, e até mesmo deixar alguns de fora, para fazer uma temporada com 12 episódios? Sinceramente, ou eles deveriam ter ido mais devagar com as coisas, ou lutado por uma série com mais episódios, porque dessa forma eles apressam e cortam muitas cenas que seria muito interessante de serem mostradas para todos os telespectadores. Até mesmo a cena do beijo malec, que foi algo que eu amei muito, me irritou um pouco quanto a isso, pois por mais que eu tenha amado, eu queria que as coisas acontecessem mais vagarosamente, para que os telespectadores acompanhassem a evolução do relacionamento e dos sentimentos dos dois personagens.
 Por último eu só gostaria de falar sobre os efeitos especiais. Uma merda. Mas eu entendo que nessa primeira temporada eles só queriam ver se a série renderia audiência, e que não compensava trabalhar tanto em efeitos visuais, e é por isso que eu nem julguei tanto essa questão. As únicas coisas que eu realmente gostei nisso foram as lâminas serafim e as estelas, que foram exatamente do jeito que eu imaginava.

 Bom, apesar de todos esses pontos negativos, eu quero deixar bem claro que eu reconheci sim uma grande evolução da série nos últimos episódios, tanto na parte de efeitos especiais, quanto de roteiro e de atuações, e é por isso que eu estou ansioso pela segunda temporada, que eu realmente acredito que irá melhorar muito, em todos os aspectos. 

 Espero que tenham gostado do post, e que comentem aqui em baixo a opinião de vocês sobre a primeira temporada da série e se pretendem continuar acompanhando. Só não se esqueçam de que estas são as minhas opiniões, e que concordando ou não, vocês devem respeita-la.
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