Por que eu decidi me tornar vegetariano?

3.1.18
 Agora não tem mais volta. Substituímos o antigo calendário pelo novo e junto a ele atualizamos nossas metas para este ano que acaba de chegar e que tem tudo para nos render ótimo frutos. Essa é a hora em que começamos a anotar tudo aquilo que queremos fazer e conquistar em nossos caderninhos, depositando neles muitos sonhos e esperança

 Sabe que por muitos anos eu nunca senti a necessidade de estabelecer metas? Eu só comecei a adotar este costume a partir de 2015, quando eu prometi que em 2016 iria parar de comer as unhas, algo que na época me incomodava bastante e que hoje já não é mais um problema, afinal de contas, eu cumpri a meta que estabeleci. Em 2016 a principal meta que eu estabeleci  foi o mais difícil desafio pelo qual já passei: em 2017 eu seria pela primeira vez a pessoa que eu queria ser. E sabe de uma coisa? Essa meta eu também cumpri, e hoje não poderia estar mais satisfeito com a pessoa que eu me tornei. Entretanto, agora estamos em um novo ano, e é claro que com isto minhas metas se atualizaram, sendo a principal delas me tornar vegetariano.

 Eu venho cogitando a possibilidade de adotar este estilo de vida desde o início do último semestre de 2017, e em outubro eu decidi tomar a primeira ação quanto a isto, que foi parar de comer qualquer tipo de carne vermelha. Sendo assim, de outubro até dezembro o único tipo de carne que eu consumia era a carne branca, de peixes e frangos. Porém, conforme o ano foi se despedindo, eu fui me convencendo de que neste ano de 2018 eu iria parar definitivamente de consumir qualquer tipo de carne, e estabeleci de vez a grande meta: a partir de 23:59  do dia 31/12/2017 eu me tornaria uma pessoa vegetariana.

 Bom, pensando que hoje é dia 03/01/2018, ainda não tenho como escrever um post sobre como está sendo minha experiência neste processo, afinal de contas, ele acabou de iniciar. Entretanto, eu gostaria de compartilhar com vocês as razões que me levaram a adotar este estilo de vida, que vai muito além daquilo que todos acham que é o único motivo, o famigerado amor aos animais.
Fotografia por Alex Tim
  Posso dizer que eu sempre simpatizei bastante com o estilo de vida vegetariano, e recentemente conheci inúmeras pessoas veganas que só me fizeram simpatizar ainda mais com esta causa, portanto, não foi uma mudança de pensamento que aconteceu instantaneamente. Entretanto, eu só passei a me aprofundar mais neste assunto quando assisti ao documentário Cowspiracy (disponível na Netflix) e me choquei com os dados alarmantes que ele mostra quanto aos péssimos impactos ambientais que a indústria pecuária causa. Caso você não saiba, a indústria pecuária é a responsável pela criação de gado e outros animais, que na maioria das vezes serão abatidos e dispostos em todos os supermercados e açougues como alimento, ou então em lojas de roupa como peças incrivelmente caras.

 Foi só depois que eu passei a ter conhecimento dessa enorme quantidade de informações )que não são divulgadas pelas grandes mídias) que eu decidi que estava na hora de me posicionar quanto a isto e tomar uma atitude. É por isto que eu digo que o que mais me influenciou para adotar este estilo de vida não foi o amor aos animais, mas sim a necessidade que eu sinto em não contribuir para este sistema. É claro que o amor aos animais também está envolvido, afinal de conta, são vidas inocentes que estão sendo descartadas para satisfazer os desejos humanos, mas o que realmente me deixou com um enorme peso na consciência foi saber que eu estava, ao comprar um pedaço de carne, contribuindo para que esta indústria continuasse trabalhando desta forma.

 E sabendo que agora estou adotando este estilo de vida, vocês já podem esperar por mais posts sobre o vegetarianismo aqui no blog, onde eu compartilharei de tempos em tempos como está sendo esta jornada para mim, e é claro, compartilhando dicas e informações para ajudar todos aqueles que assim como eu no ano passado, estão em cima do muro só precisando de um empurrãozinho para mergulhar de cabeça nesta aventura que só tem a trazer benefício para todos.

 Ah, e para aqueles que ficaram curiosos quanto às informações alarmantes que eu citei mas não têm paciência para assistir documentários, vou deixar aqui embaixo um vídeo bem bacana onde vocês podem assistir à Emanuelle Sales compartilhando um pouco desses dados e também de suas vivências como vegetariana.
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3 vídeos para te ajudar a entender o que é o minimalismo

3.12.17
 Como vocês já perceberam, nos últimos meses eu passei por uma transformação intensa, tanto interna quanto externamente. Quanto à mudança interna, posso dizer que tudo isso aconteceu devido ao fato de eu perceber que não vivo em uma sociedade perfeita e que preciso mudar meus ideais se eu não quiser continuar contribuindo para que todas essas coisas que eu julgo negativas continuem acontecendo. 
 Foi a partir daí que eu encontrei o minimalismo, não como aquele monte de fotos com cores neutras que a gente vê no Pinterest, mas sim como estilo de vida. E como eu sei que muita gente ainda não sabe o que é o estilo de vida minimalista, decidi escrever esse post e compartilhar 3 vídeos que vão fazer vocês entenderem o que é o minimalismo. Bora conferir? 

 Para aqueles que não conhecem a Marieli Mallmann, ela é uma blogueira e youtuber que produz um conteúdo muito valioso e do qual eu sou muito fã. Em seus vídeos a Mari aborda muitos assuntos que estão inseridos dentro deste universo da moda, do minimalismo e do consumo consciente, seja ele de roupas, de recursos naturais ou de alimentos. 

 O que eu mais gosto dos vídeos do Enrique Sem H é a forma como ele é objetivo naquilo que tem para dizer, e é justamente por isso que eu estou compartilhando o vídeo dele aqui com vocês. Ah, e para aqueles que gostarem do vídeo e do Enrique, saibam que tem uma playlist no canal dele só com vídeos sobre esse assunto.

 Como eu sei que alguns de vocês podem não se convencer com todo esse papo de abandonar tudo aquilo que você não precisa e viver de boas experiências, eu decidi trazer também o vídeo da Fernanda Neute, que já é uma pessoa mais madura e, consequentemente, possui mais experiência para compartilhar. Acredito que muitas pessoas podem se identificar com o que ela tem a dizer.

 Com esses três vídeos acredito que vocês conseguirão, de uma vez por todas, entender o que é o minimalismo, não como aquele conjunto de cores monocromáticas, mas sim como um estilo de vida extremamente transformador e necessário.
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O paulistano passou a viver de salário após salário?

21.10.17
 Estou sentado do lado de dentro de um dos Starbucks da Avenida Paulista, e durante todo este tempo em que estou aqui (já faz mais de duas horas), quando olho pela janela, vejo água caindo do alto do prédio. Como não estou na rua para olhar para cima e ver da onde esta água vem, não posso dizer exatamente para o que ela está sendo utilizada. Pode ser que alguém esteja utilizando-a para alguma atividade realmente necessária, mas e caso não esteja? Meu medo é sair na rua e, ao olhar para cima, ver que tem água jorrando por algum motivo banal.

 É assustador como em São Paulo as pessoas estão em um ritmo tão frenético que as vezes elas não percebem uma calamidade acontecendo bem debaixo de seus narizes, como por exemplo quando existe um vazamento de água enorme no meio da rua e todo mundo passa por ali como se nada estivesse acontecendo, como se o que tivesse sendo desperdiçado não fosse o recurso natural mais importante para a nossa existência. É claro que não posso apontar o dedo na cara da sociedade e falar o quanto estamos sendo hipócritas, afinal de contas, eu também estou, pois apesar de notar o vazamento eu também não tomo nenhuma atitude para detê-lo. Entretanto, minha crítica não se direciona às pessoas e aos seus valores, mas sim a forma como a cidade nos consome e nos faz viver em uma velocidade extremamente acelerada e frenética.

 Acredito que todos aqui saibam o quanto eu amo São Paulo e o quanto eu me identifico com a cidade e com tudo o que ela oferece. Porém não posso fechar meus olhos para os problemas que aqui existem. Recentemente, em uma conversa com uma das minhas professoras favoritas, a mesma estava me contando sobre sua experiência quando passou um semestre de sua vida em Porto Alegre e como lá as coisas são tão diferentes de São Paulo. Ela estava me dizendo que nos primeiros dias estranhou muito o estilo de vida das pessoas, pois era como se todos estivessem em um ritmo extremamente lento. Porém, com o passar do tempo ela chegou a conclusão de que na verdade não eram as pessoas que estava em um ritmo muito lento, mas sim ela que estava em um ritmo acelerado, característica que ela adquiriu vivendo em São Paulo. Foi só então que eu parei para pensar como nosso estilo de vida em São Paulo é caótico. Estamos sempre seguindo a mesma rotina, saindo da faculdade correndo para chegar no serviço à tempo, correndo atrás do ônibus porque não podemos esperar pelo próximo. Fazendo exatamente as mesmas coisas, até que chegue sexta-feira à noite e a gente saia com os amigos, gastando metade do nosso salário em uma única noite, tudo isso para deixarmos de lado os estresses da rotina semana.

 Pararam para perceber o quanto isso é louco? É como se fossemos máquinas durante a semana e só tivéssemos tempo para nós mesmos aos sábados e domingos. Não sei vocês, mas eu não acredito que isto seja saudável para ninguém, pois acaba se tornando um ciclo vicioso, onde vivemos de salário após salário, sendo infelizes durante a semana e, aos fins de semana, gastando dinheiro com coisas inúteis que nos dão as falsas sensações de liberdade e felicidade, sensações estas que se vão junto com  a noite de domingo.
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