Resenha | Apenas um garoto

5.8.16
 Autor: Bill Konigsberg | Editora: Arqueiro | Gênero: Young Adult | Páginas: 253 | Skoob

 Existem livros que te fazem refletir porque você se encontra na mesma situação que o protagonista, e existem livros que te fazem refletir porque esse é seu objetivo, independente se você se vê naquela situação ou não. Apenas um garoto é exatamente este tipo de livro, um livro que te fará questionar os rótulos que nós damos às outras pessoas e os rótulos que recebemos e, muitas vezes, aceitamos.

 Nesse livro nós conheceremos a história de Rafe, um menino que agora, ingressando em seu ensino médio, decide mudar de escola. Acontece que diferente do que estamos acostumados a encontrar nos livros atualmente, ele não está mudando de escola por vontade dos pais ou porque está mudando de cidade. Ele está mudando de escola para fugir do rótulo que o acompanha desde o dia em que ele saiu do armário, o de menino gay. Para muitos pode até ser um privilégio estar em uma escola onde todos sabem da sua opção sexual e mesmo assim não sofrer qualquer tipo de bullying por isso, mas para Rafe, isso é um rótulo que acaba o definindo. Acontece que não importa se ele for o aluno mais inteligente da sala, ou o mais esportivo, ou até mesmo o mais popular, todos só o conhecem porque ele é o menino gay, e ele está cansado disso, cansado de ser definido por sua opção sexual.

 Como Rafe muda de escola a procura de fugir desse rótulo, em sua nova escola ele passa a ser um menino hétero, ou em outras palavras, não assumidamente gay. Ou seja, Rafe esconde sua opção sexual de seus novos colegas, o que acaba dando certo para ele de inicio, já que assim ele consegue se aproximar dos garotos populares e atléticos sem se preocupar em receber olhares maldosos quando não estiver observando.

 Tudo daria certo para Rafe se não fosse Ben, um dos atletas que depois de um tempo se tornará seu melhor amigo e sua paixão. Com vários pensamentos controversos em sua mente, Rafe precisa decidir se irá continuar sustentando essa mentira, se irá mais a fundo em relação a Ben, ou se simplesmente continuará tendo-o como seu melhor amigo, o que definitivamente não é somente o que ele quer.
 Tenho que confessar que nas primeiras 100 páginas desse livro eu detestei o Rafe. Eu só conseguia me perguntar como poderia existir uma pessoa tão egoísta a ponto de largar o conforto e a aceitação que tem para fingir ser algo que não é. Para mim foi até triste de ver como o autor conseguiu criar um personagem gay que tinha tudo o que um gay queria, e mesmo assim se sentir insatisfeito com isso.

 Mas acontece que com o decorrer da história nós passamos a entender melhor o Rafe e até compreender como ele se sente, e é por isso que quando chega nas últimas páginas nós já não estamos mais estressados, mas sim o adorando e torcendo por ele. 

 Sem dúvidas, o tema central desse livro não é o fato de você ser homossexual, mas sim a maneira como um rótulo pode te definir. O Rafe fez todas as cagadas que fez porque ele estava cansado de independente do que ele fizesse, as pessoas só o enxergassem como o garoto assumidamente gay, e essa é uma questão muito interessante para a gente parar e refletir. Vocês acham que um rótulo ou uma característica sua pode te definir inteiramente? 

 O autor trabalhou perfeitamente esse assunto, nos mostrando diversos pontos de vistas para que a gente pudesse ver como essa é uma questão complexa e que pode incomodar muito aqueles que estão passando por aquela situação. E além do mais, ele trata de outro assunto muito importante que é você fingir ser alguém que você não é para agradar os demais e se encaixar no padrão ali imposto. Vocês acham isso correto? 
 Esse é um livro romântico, divertido e engraçado, mas acima de tudo é um livro para reflexão. E não pense que é um livro somente para os membros da comunidade LGBT. Não! Esse é um livro voltado para todo e qualquer leitor que tenha um senso crítico e que goste de se questionar. Não é um livro que você vai ler para shippar ou não shippar determinado casal, mas sim para se questionar sobre o que se passa na cabeça dos personagens para fazer com que eles ajam daquela forma. Por que será que os héteros (exclusivamente os homens) precisam estar sempre provando a sua masculinidade para as outras pessoas? Por que será que os homossexuais precisam se preocupar e sofrer com a questão de sair do armário, quando os heterossexuais não precisam se preocupar com essa mesma questão? Qual a diferença entre aceitar e tolerar alguém?

 Essas são várias das questões abordadas no texto, e o mais incrível de tudo é que o autor consegue inseri-las de uma maneira que de forma alguma ele deixe claro o que é certo ou o que é errado. Enquanto ele nos da um personagem que pensa que tal coisa é certa, ele nos da um personagem que pensa que essa mesma coisa é errada. E ai, qual dos dois tem a razão? Será que existe um lado certo? 

 Enfim, acho que eu consegui deixar bem claro qual a essência do livro. Só tenho a dizer que foi uma leitura incrível e extremamente prazerosa. Foi um livro que eu comecei odiando, mas que nas páginas finais eu me negava a dizer adeus. Espero que eu tenha conseguido com essa minha resenha super enigmática e questionadora fazer vocês sentirem vontade de lê-lo, garanto-lhes que é uma leitura super válida e que lhes renderão diversos aprendizados.
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Lançamentos de Maio | Arqueiro

19.5.16
 Nesse mês de Maio se tem um editora que está com lançamentos incrível e de diversos temas, essa editora é a Arqueiro, que está com lançamentos que prometem agradar muitos leitores. Vamos conferir?

  • Não fale com estranhos, por Harlan Coben | Skoob
  • O guia definitivo do mochileiro das galáxias | Skoob
  • O mensageiro - #02 O doado de memórias, por Lois Lowry | Skoob
  • Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, por Thalita Rebouças | Skoob
  • Os tambores do outono - #04 Outlander, por Diana Gabaldon | Skoob
  • Sedução da seda - #01 As modistas, por Loretta Chase | Skoob
 Eu estou louco para ter contato pela primeiro fez com a escrita da Thalita. Mas e vocês, o que acharam dos lançamentos? Me conta aqui nos comentários, irei adorar responder todos vocês!
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Resenha: O que há de estranho em mim, por Gayle Forman

19.2.16
Título: O que há de estranho em mim
Autor (a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 214
Gênero: Young Adult
ISBN: 9788580414806
 Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.
 Sabe aquele livro que mexe com você de uma forma que não só te deixa pensando na história mesmo depois de termina-la, mas como sempre acompanhará você não importa para onde você vá? Então, O que há de estranho em mim teve justamente esse efeito sobre mim.

 O livro conta a história de Brit, uma garota cheia de problemas adolescentes como qualquer outra. Seu maior problema é a perda de sua mãe, algo que ainda a atormenta, principalmente pelo fato de que seu pai não é o mesmo homem de quando sua mãe estava presente, agora ele é um homem de mente fraca e facilmente influenciado por sua nova mulher, a Monstra, como Brit a chama.

 A trama realmente começa quando em uma viagem para o Grand Canyon, o pai de Brit a leva para um reformatório, que é um lugar terrível mas que na verdade ele acredita ser uma escola especializada em tratar adolescentes problemáticos. Lá dentro Brit terá que aprender não somente a viver sem seu pai e longe de sua paixão, Jed, mas também aprender a lidar com seus fantasmas interiores e se auto descobrir.

 Sua sorte nesta aventura toda é que ela não ficará sozinha, pois no Red Rock, o reformatório, ela encontrará pessoas que se tornarão mais do que amigas, mas irmãs. Com isso Brit, V, Bebe, Martha e Cassie aprenderão diversas coisas umas com as outras e juntas descobrirão o mais importante de tudo, que eles estão lá não porque elas são as problemáticas, mas porque seus próprios pais não têm a capacidade de compreende-las.
 Eu terminei de ler este livro já tem alguns dias e eu continuo com a sensação de que eu não vou conseguir criar um texto crítico digno deste livro, pois sinto que não tenho um vocabulário tão amplo para debater sobre alguns assuntos citados aqui nesta história, mas vamos lá, vamos tentar.

 Primeiramente é preciso deixar bem claro que a Brit é a protagonista na qual todos os autores deveriam se inspirarem para escrever suas protagonistas. Ela não é uma personagem com características adolescentes, ela é uma adolescente de verdade. É uma adolescente que como todos, passa por seus dramas internos, é incompreendida, é apaixonada por alguém, tem problemas com a escola, tem amigos, gosta de músicas, gosta de viagens, tem problemas com a madrasta, enfim, ela é uma adolescente real.
Só então me dei conta de que devemos valorizar quem se preocupa com a gente. Isso é algo muito especial, que de uma hora para outra pode sumir.
 Eu não estava esperando nada deste livro, até porque eu não fazia a mínima ideia do que esperar, e confesso que me chocou muito o tema abordado neste livro, pois um dos focos principais é o Red Rock, o reformatório/internato, que vende uma imagem para os pais mas que na verdade são algo completamente diferente para os filhos. E o pior e mais chocante de tudo é que lugares como esses existem, e a Gayle Forman deixa isso bem claro nas suas notas finais, onde ela diz que essa história surgiu através de pesquisar que ela tinha feito sobre lugares assim, que tratam seus pacientes como simples meios de conseguir extrair dinheiro de seus responsáveis, não se preocupando com a saúde física nem mental das pessoas.

 O auge do livro não é a relação da Brit com seu pai, a relação dela com sua mãe, o Red Rock, nem mesmo sua grande paixão, o Jed, mas sim a amizade que é criada e desenvolvida entre ela e suas novas amigas, algo extremamente real para o leitor e que consegue passar uma confiança, algo que você não olha e pensa "nunca existiriam diálogos assim entre eu e minhas amigas", mas sim "essas são eu e minhas amigas conversando", entendem? Muitas vezes quando eu leio um livro que nos apresentam uma amizade, eu sinto que a amizade é algo forçado, e na maioria das vezes eu não consigo me enxergar com meus amigos em situações como aquelas, falando coisas como aquelas e tento atitudes como aquelas. Mas neste livro é tudo muito diferente, a amizade delas é realmente verdadeira e acima de tudo, gostosa de se acompanhar.
A única coisa que devemos temer é o próprio medo.
 Uma coisa que eu preciso comentar nesta resenha é como este livro foi um tapa da Gayle Forman na minha cara por todo este tempo que eu tive preconceito com seus livros pelo simples fato de Se eu ficar ter sido uma grande "modinha" (desculpem-me a expressão). A narrativa dela é fluida, e o principal de tudo, ela consegue extrair a essência do adolescente, ela nos entende e não nos julga pelas nossas atitudes muitas vezes infantis e imaturas.

 A última coisa que eu queria muito comentar aqui é como as pessoas julgam os adolescentes através da imagem de seus pais. No livro uma questão muito abordada é a loucura da mãe de Brit, que acabou fugindo e desapareceu por completo. E é muito interessante de ver como toda a imagem refletida de sua mãe nela influencia sua vida, pois é como se as pessoas esperassem que ela fosse ter um ataque de loucura a qualquer momento. E ai entramos na parte em que muitas vezes os adolescentes seguem o caminho que seus pais seguiram, seja em questão de profissão ou qualquer outra coisa, pela pressão dos pais e da família, o que ao meu ver não é justo, pois querendo ou não o adolescente é facilmente influenciado por aquelas pessoas que são responsáveis por ele, e isso as vezes pode acabar o levando para um caminho que lá na frente ele verá que não é realmente aquilo que ele quer ou que ele precisa seguir para agradar as pessoas. E ai entra a grande mensagem do livro (na minha opinião): você não deve tomar suas atitudes com o objetivo de agradar seus pais ou qualquer outra pessoa, pois lá na frente quem irá seguir com sua vida e ser completamente responsável por ela é você, e você não terá a oportunidade de voltar no tempo para fazer tudo de uma maneira diferente.

 O que há de estranho em mim é um livro digno de reconhecimento, trazendo um tema interessante e não muito comum na atualidade de uma forma sutil, leve, e que fará os adolescentes e demais pessoas se identificarem com os assuntos abordados e se apegarem às incríveis personagens que em suas trajetórias irão te ensinar muito sobre a vida em um geral muito amplo.
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Li até a página 100: Enquanto Bela Dormia

8.2.16
 Enquanto Bela Dormia,de Elizabeth Blackwell,é a minha atual leitura.Não me empolguei muito com o título,por não ser o tipo de livro que eu costumo ler.Mas confesso que,com o passar das páginas,um interesse muito grande pela história veio crescendo em mim,com a ajuda de frases intrigantes colocadas de forma inteligente pela autora.Vou contar um pouco de como está sendo essa experiência. 

Do que se trata o livro?
O livro é uma versão incrível e complexa de A Bela Adormecida, que une a fantasia do conto original com elementos que trazem mais realidade e mistério.
O que está achando do livro até o momento? 
É surpreendente. O livro traz sensualidade e intrigas inimagináveis para um conto de fadas.
O que está achando do protagonista? 
A história é contada pelo ponto de vista de Elise, uma garota muito simples e cativante, que consegue um emprego no palácio. A jovem, que viveu toda a sua infância em um ambiente muito pobre, se encanta pelos luxos do castelo e descobre uma ambição quase proibida para pessoas que têm uma origem como a sua. A personagem passa por muitos conflitos no decorrer da história, sofre perdas irreparáveis e algumas injustiças.
Melhor citação até o momento: 
Eu ainda não marquei nada. Não encontrei uma citação que me chamasse tanto a atenção, mas acredito que até terminar a leitura encontrarei várias passagens que queira guardar.
Vai continuar lendo?
 É claro. Gostei muito da forma como o livro foi escrito. Me apaixonei pelas personagens e tenho certeza de que a autora reserva muitas surpresas para mim até o fim da leitura.
Última frase da página 100: 
"Apenas eu, parada muito perto, pude perceber"
O que acharam do post?
Fiquem ligados no Blog, que logo vai sair a resenha completa desse livro. 
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Lançamentos de Janeiro: Editora Arqueiro

8.1.16

 Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.


 Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

 Grant Carter fez tudo em seu poder para convencer Harlow Manning que ele era um bom rapaz. Mais do que uma fala mansa e alguém em quem pudesse confiar. Ele teve de superar sua reputação como um playboy, e sua história com a meia-irmã de Harlow, Nan, uma mulher que é puro veneno. Harlow tinha agarrado a chance, caindo duro e rápido nos braços do cara que emocionou com o seu desejo que tudo consome. Depois de uma vida de evitar bad boys como Grant, ela abriu-se para as possibilidades de amor ... Mas um segredo rasgou-os, e agora Grant e Harlow devem decidir se eles podem lutar o suficiente para fazê-lo funcionar - ou se a dor da traição tem destruído permanentemente o seu futuro.


 Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa. Esta é sua história. Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens – um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja – tornam-se atemporais. Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original. Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.

*Eternamente Você é um conto gratuito que se passa entre os livros 1 e 2 da trilogia que se iniciou com Desejo Proibido.Quando conheceu o arrogante presidiário Wesley Carter em Desejo Proibido, a professora Kat Lane sentiu um misto de atração e ódio. Mas, à medida que o relacionamento entre eles se intensificou, ela descobriu um novo lado de seu aluno e se apaixonou por ele. Agora os dois resolvem se casar, mas a mãe de Kat não fica nem um pouco satisfeita com a notícia do noivado. Além disso, Carter acaba de assumir a presidência da empresa da família, uma grande responsabilidade em sua nova vida fora da prisão, e precisa apoiar seu melhor amigo, que não consegue se livrar das drogas. Equilibrar problemas pessoais, da família e de um negócio de bilhões de dólares não deixa muito tempo para o casal aproveitar a vida a dois. Em meio a esse turbilhão, será que Carter e Kat vão conseguir manter a chama da paixão acesa?
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Resenha: O coração do Leão, por Mia Sheridan

20.12.15
Título: O coração do Leão | #02 Signos do Amor
Autor (a): Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Páginas: 206
Gênero: New Adult, Romance
ISBN: 9788580414691

 Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre. Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias. Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está.
 Em O coração do Leão, segundo livro da série Signos do Amor, escrito pela Mia Sheridan, seremos apresentados a história de Evie e Leo, dois jovens que foram unidos pelo fato de ambos estarem em um lar adotivo, estudarem na mesma escola e com um péssimo passado deixado para trás. Com o passar do tempo eles criam um laço de amizade muito forte e passam a se conhecerem cada vez mais, até que uma grande paixão se aflora dessa grande quantidade de sentimentos entre os dois.

 Mas como nem tudo é um mar de flores, depois de um certo tempo Leo é adotado por uma família e acaba se mudando para outra cidade, o que faz com que os dois perda contato mas que prometam esperar um pelo outro.

 Os anos passam e Evie se torna uma mulher que precisou batalhar muito para conseguir o pouco que tem e conseguir seguir com sua vida de uma maneira não maravilhosa, mas ainda sim agradável. Com a morte de uma de suas tão queridas amigas da época em que era do lar adotivo, Evie acaba se encontrando após o velório com um homem que a está seguindo por alguns dias e que se apresenta como Jake (vocês acharam que era o Leo né? Se enganaram, haha), um dos amigos de Leo na época em que ele ainda era vivo. Sim, Leo morreu.

 Evie e Jake passam a criar um laço de amizade muito grande, mas não demora muito para que se torne em uma paixão avassaladora que colocarão os dois em quentes aventuras, intrigas, e acima de tudo, em confronto com seus "eu" interiores.
 Acho que só quem leu e amou tanto quanto eu sabe meus sentimentos por A voz do Arqueiro, primeiro livro desta série. Então quanto eu coloquei as mãos em O coração do Leão e finalmente tive a oportunidade de lê-lo para mim foi uma sensação incrível, pois eu esperava uma história que mantivesse a série no seu nível inicial. Felizmente isso aconteceu.

 Primeiramente eu já gostaria de deixar claro que mesmo tendo amado este livro eu ainda prefiro A voz do Arqueiro porque aquele livro conseguiu me tocar de uma maneira que não é qualquer livro que consiga fazer o mesmo. Mas ainda sim eu amei este livro, pois ele não só conseguiu manter a série no mesmo nível como se mostrou uma história incrível e apaixonante.
Olhar para o passado pode ser doloroso, mas você tem duas escolhas: ou foge dele ou aprende com ele.
 O auge deste livro é sem dúvidas a Evie. Ela é uma das melhores protagonistas femininas que eu já tive o prazer de conhecer, e isso se deve ao incrível trabalho que a Mia Sheridan conseguiu fazer com ela. A Evie é um personagem completamente real. Ela é uma personagem com um passado horrível mas que não deixou que isso transformasse ela numa pessoa rude, desconfiada e agressiva, e é isso o que eu mais admiro nela. A maneira como a autora nos apresenta sua rotina, o que ela faz para sobreviver, como ela conseguiu conquistar tudo o que tem e como ela é com as pessoas em sua volta é algo admirável. Inclusive eu tenho a audácia de dizer que esse livro deveria ser lido por todos aqueles que pretendem publicar um livro, pois na minha opinião isso seria como uma base para o autor de como não somente criar sua protagonista, mas também desenvolve-la. 

 Já o Jake foi um protagonista que demorou para conseguir me conquistar. Ele começou mais naquele estilo de bad boy que gosta de saber tudo sobre a mocinha mas que não revela nada do seu, sabe? Mas com o passar do tempo isso vai mudando, e quando chega nos momentos finais do livro, em que realmente descobrimos seu passado, é ai que ele realmente consegue conquistar o autor.
Paus, pedras e punhos podem quebrar os ossos de alguém, mas são as palavras que partem seu coração.
 O único ponto negativo do livro para mim é a quantidade excessiva de cenas de sexo. Aqueles que leram A voz do Arqueiro sabem que a Mia Sheridan coloca cenas eróticas em alguns momentos de sua história, porém em O coração do Leão isso acabou sendo um pouco excessivo demais para mim. Estava tudo tranquilo até o momento em que eles começam a terem sentimentos mais intimos, ai a partir dai TUDO é motivo para eles transarem. Até no momento em que ele virou para ela e disse que precisava contar tudo sobre seu passado para ela (algo que o leitor estava louco para saber) ela só virou para ele e disse "Ta, mas antes transa comigo!" tipo, WHAT???? E isso acabou ficando um pouco chato. Mas tirando isso o livro é completamente perfeito.

 Com uma narrativa completamente envolvente, uma história intensa e com vários aprendizados que vão sendo passados ao leitor no decorrer da história, Mia Sheridan conseguiu criar uma obra digna de grande reconhecimento e admiração. Mais do que indicado!
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Lançamentos de Novembro: Editora Arqueiro

19.11.15

 Fruto de mais de 40 anos de pesquisas, fiel aos textos bíblicos originais e com uma narrativa primorosa, Eva apresenta um ponto de vista humano e reconfortante de um dos episódios mais tristes das Escrituras: o momento em que o homem vira a face para Deus e é expulso do Paraíso. Com sua capacidade única de emocionar e fazer refletir, o autor trata de temas como perda, culpa, perdão e redenção, e cria uma alegoria sobre a importância de nossas escolhas, a verdade de nossas origens e o poder transformador do amor de Deus.



 No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

 Ally D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens.  Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado. Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.

 Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre. Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias. Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está. Evie não consegue evitar a atração que sente por esse homem sensual e misterioso. Mas será que ela pode confiar em um estranho? Ou será que ele está guardando um segredo sobre sua real ligação com Leo e os motivos que o levaram a sumir de sua vida anos atrás?

 O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela. Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça. Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais. Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

 Na Inglaterra do século XIV, quatro crianças se esgueiram da multidão que sai da catedral de Kingsbridge e vão para a floresta. Lá, elas presenciam a morte de dois homens. Já adultas, suas vidas se unem numa trama feita de determinação, desejo, cobiça e retaliação. Elas verão a prosperidade e a fome, a peste e a guerra. Apesar disso, viverão sempre à sombra do inexplicável assassinato ocorrido naquele dia fatídico. Ken Follett encantou milhões de leitores com Os Pilares da Terra, um épico magistral e envolvente com drama, guerra, paixão e conflitos familiares sobre a construção de uma catedral na Idade Média. Agora Mundo Sem Fim leva o leitor à Kingsbridge de dois séculos depois, quando homens, mulheres e crianças da cidade mais uma vez se digladiam com mudanças devastadoras no rumo da História.


 Há muitos anos, Branna O’Dwyer entregou seu amor a Finbar Burke. No entanto, o romance durou pouco. Uma maldição ligada ao sangue de suas famílias os proibiu de ficar juntos. Branna tentou preencher esse vazio com amigos e familiares, mas sabe que, sem Fin, sua vida nunca estará completa. Ele, por sua vez, passou os últimos doze anos viajando pelo mundo, focado exclusivamente no trabalho. Atormentados pela forte atração que nem a distância pôde aplacar, nenhum dos dois acha que um dia se entregará de novo ao amor. Entretanto, em meio às sombras que ameaçam destruir tudo o que eles consideram mais precioso, esse relacionamento sem futuro pode ser também a última esperança que lhes resta

E ai, gostou de algum dos lançamentos desse mês? Me contem aqui nos comentários! 
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Resenha: O Despertar do príncipe, por Colleen Houck

29.10.15
Título: O despertar do príncipe | #01 Deuses do Egito
Autor (a): Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Página: 376
Gênero: Fantasia
ISBN: 9788580414363
 Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
 Com O despertar do príncipe a autora Colleen Houck irá nos apresentar a história de Lily, uma jovem de 17 anos que tem uma família super rica e controladora. Como manda seus pais, Lily precisa escolher logo uma faculdade, mas acontece que o que seus pais querem para ela, ela não quer para si mesma, e para piorar ela não tem a coragem de enfrentar seus pais, o que já nos da uma ideia da protagonista que iremos acompanhar no decorrer da trama.

 Mas a Lily que conhecemos no começo da trama começa a mudar quando sua vida é cruzada com a de Amon, uma múmia/semideus super atraente, que por necessidade acabará se ligando à própria jovem, e a levará com ele para uma incrível aventura no Egito, enquanto ambos tentam despertar os irmãos de Amon para que assim possa ser feita a cerimônia que irá manter as trevas afastadas por mais mil anos.

 Com uma trama super divertida, cativante e intensa, Colleen nos apresenta à mitologia egípcia, que é muito rica e que infelizmente poucos conhece. Assim como na Saga do tigre, a autora irá nos mostrar seu grande talento para criar histórias em volta de mitologias já existentes, as quais ela realiza pesquisas super bem feitas para conseguir passar para seu leitor não só apenas uma história, mas também a essência da fantasia e do ambiente em que se passa.
 Colleen Houck é uma das minhas autoras favoritas e que me conquistou completamente com sua tão famosa e incrível Saga do Tigre (a qual eu ainda não terminei, mas pretendo). Quando eu descobri que ela tinha lançado mais um livro e que a Editora Arqueiro estava trazendo não só o livro, mas também ela para o Brasil, eu fiquei muito, mais muito feliz, afinal de contas, não via a hora de vê-la explorando outra mitologia.
A fé não passa de uma disposição para acreditar, e com o tempo essa crença vai ficando mais forte e mais afiada, até se tornar capaz de corar suas dúvidas com a mesma facilidade das cimitarras de Amon.
 Quando comecei a leitura meu maior receio foi que ela acabasse tornando este livro um A maldição do tigre só que com personagens diferentes, mas felizmente isso não aconteceu, afinal de contas, esse livro conseguiu se sobressair a muitas fantasias que eu já vi por ai. Mas calma, antes que me perguntem se eu gostei mais deste livro do que de A maldição do tigre, já digo que a resposta é: não. A maldição do tigre ainda conseguiu me agradar mais. 

 No começo do livro, quando somos apresentados à Lily, eu acabei não indo muito com a cara dela. Mas o amadurecimento da personagem na trama é tão grande que eu terminei o livro com ela na minha lista de protagonistas femininas favoritas. A Lily é uma protagonista que começa insegura, com seus dramas pessoais, e que provavelmente irá irritar maior parte dos leitores. Mas com o decorrer da trama ela se tornou aquele tipo de personagem que faz exatamente aquilo que você quer. Ela conseguiu ser aquela protagonista sem cu doce, que admite os seus próprios sentimentos para si mesma, e que o melhor de tudo, NÃO ESPERA DO MOCINHO DAR O PRIMEIRO PASSO. Quer algo melhor do que isto? 
A eternidade é um tempo longo demais para não se ter alguma coisa para lembrar.
 Quanto ao Amon... Posso dizer que dele eu não gostei tanto assim. Ele é um bom personagem, é forte, determinado, cavalheiro. Mas tinha momentos em que ele me dava nos nervos. Se tem algo que eu não suporto são esses mocinhos que tentam se privar do amor que sentem pelo bem de todos. E infelizmente o Amon acabou se tornando esse tipo de mocinho na maior parte do livro.

 Mas o que eu mais gostei na obra toda foi o lado de amizade e amor entre Amon e seus irmãos. Acho que a autora conseguiu passar através desse laço muita mensagens lindas e muito importante para todos, e foi o que conseguiu me agradar a ponto de dar as 5 estrelas para este livro. Quando o Asten, um dos irmãos de Amon, chegou na história, eu já revirei os olhos pensando que a Colleen iria criar a partir dali um triângulo amoroso, mas felizmente isso não aconteceu, pois eles se respeitam demais até para tentarem competir pela mesma mulher.

 Acho que acabei falando demais e até dando alguns spoilers, mas relaxem, não é nada que irá atrapalhar sua experiencia de leitura. Pelo contrário, se você gosta dos aspectos que eu apontei, a chance de você amar esse livro tanto quanto eu é super alta. Nesse livro eu consegui ver uma evolução na escrita da Colleen, e isso me mostrou o incrível talento que ela tem para escrever obras fantásticas. Este é um ótimo livro que eu indico para todas as pessoas, elas gostando ou não de fantasias.
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Resenha: A voz do arqueiro, por Mia Sheridan

19.10.15
Título: A voz do arqueiro
Autor (a): Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Páginas: 325
ISBN: 9788580414448
 Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde. Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.
  Em A voz do arqueiro a autora Mia Sheridan nos apresenta a história de Bree e Archer. Bree é uma jovem mulher que acabou de se mudar para uma nova cidade em busca de deixar para trás o trauma que ela viveu a pouco tempo, onde viu seu pai ser assassinado bem em sua frente e ainda quase ter sido estuprada. Já Archer é um jovem homem que vive atualmente as consequências de um terrível acontecimento quando era criança, um acidente que matou sua mãe, seu pai e seu tio e que ainda por cima o deixou mudo.

 A história começa quando Bree chega na nova cidade (da qual não me recordo o nome) e precisa recomeçar sua vida. No início vamos acompanha-la na jornada de se adaptar ao local, fazer novas amizades, conseguir um emprego, e tudo o mais que se é esperado para uma pessoa quando ela muda de cidade sozinha. 
A dor e a cura são tão individuais quanto as pessoas que a vivenciam.
 Logo no começo da história a autora encaixa o primeiro encontro de Bree e Archer, onde já fica claro qual será o par formado no decorrer da história. Mas a autora nos surpreende quando nos mostra que Archer é mudo, o que deixa o leitor sagaz por continuar a leitura e saber como tudo irá se desenrolar.

 Ao decorrer da trama iremos acompanhar a aproximação dos dois personagens e suas lutas em busca de superar seus passados que os assombram. Uma trama intensa, engraçada, surpreendente e apaixonante. 
 Se vocês acompanham o blog vocês certamente sabem que eu não gosto de New Adults. Não por ser um gênero literário com cenas de sexo e coisas do tipo, mas sim porque esse é um gênero que cresceu demais nos últimos tempos, o que resultam em livros EXTREMAMENTE clichês, e isso é uma coisa que eu detesto. Mas ainda sim decidi dar uma chance para esse livro, afinal de contas, eu não iria perder a oportunidade de ter uma capa linda dessas na minha coleção.

 Mas acontece que eu fui surpreendido pela autora. Eu comecei a autora com uma certa expectativa, mas ainda sim a o livro conseguiu superar todas elas. Confesso que eu estava achando tudo bem "normal" até o ponto em que nos é dito que o Archer é mudo, e foi a partir dai que eu desenvolvi uma enorme curiosidade em saber como seria o desenrolar da história, pois a autora conseguiu fugir um pouco do clichê.
O amor era uma questão de aprender a falar a língua da outra pessoa.
 Com esse livro eu posso dizer que virei um grande fã da Mia Sheridan, pois ela é uma autora com uma das melhores narrativas que eu já vi, e olha que eu já vi muitas narrativas ótimas. Mas o que mais me conquistou na questão da narrativa é a forma como a autora consegue descrever os personagens e seus sentimentos. Tinha horas que eu chegava a imaginar que a Bree fosse baseada nela ou em alguma pessoa bem próxima a ela. 

 A Bree se tornou uma das minhas protagonistas favoritas da vida. Ela não é uma personagem forçada para parecer forte, ou aquelas menininhas ingênuas que só comentem atos um piores que os outros em "nome do amor". Ela é simplesmente uma jovem mulher que acabou de passar por um trauma e está tentando lidar com a vida da melhor maneira que ela consegue. E o mesmo vale para o Archer, ele foi um personagem com o qual eu me identifiquei bastante e que acabei desenvolvendo um grande carinho por ele. 

 Acho que eu já falei demais, mas é que é muito difícil parar de falar dessa história uma fez que se conhece ela. A autora, ao meu ver, conseguiu criar uma obra incrível. Mas apesar de todos meus comentários já aviso que o livro não é para todos, pois tenho certeza que assim como eu gostei por determinados pontos, outras pessoas irão odiar pelos mesmos pontos. Mas ainda sim acho uma leitura muito válida e indico para todos, gostando ou não do gênero.
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Lançamentos de Setembro: Editora Arqueiro

7.9.15

 Primeiro livro de uma trilogia, Desejo proibido é uma história de amor e redenção, de universos distantes que se aproximam e se fundem numa paixão avassaladora. Seu amor é proibido, mas não pode ser ignorado. Katherine Lane nasceu em berço de ouro. Filha e neta de senadores, a bela ruiva de olhos verdes e curvas perfeitas se formou em Literatura e surpreendeu a todos ao decidir dar aulas em uma penitenciária. Mas quando Carter, um detento inteligente e perigosamente sexy, desperta ao mesmo tempo a raiva e o desejo de Kat, ela é forçada a admitir para si mesma que a decisão de lhe dar aulas particulares pode ter sido motivada não pela generosidade, mas sim pela crescente atração entre os dois. Embora a família e os amigos de Kat temam que a paixão destrua sua carreira e sua vida, tudo o que ela quer é ficar com esse homem que a faz sentir-se completa. Porém Carter guarda um segredo que tanto pode unir seus destinos para sempre quanto afastá-los de uma vez por todas. "Bem escrito e viciante. Impossível parar de ler." - The Romance Cover 

 Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.

 Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega, tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios. No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto. Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos. Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas.


 Freyja Bedwyn é uma mulher diferente das outras damas da alta sociedade: impetuosa e decidida, ela preza a independência e a liberdade acima de qualquer coisa – até mesmo do amor. Até que o destino lhe apresenta Joshua Moore, o marquês de Hallmare, um homem cheio de charme e mistério, dono de uma beleza estonteante e de uma reputação terrível. Quando ambos se encontram a caminho da pacata cidade de Bath, a química entre os dois é imediata. Entre encontros e desencontros, conflitos e provocações, Joshua faz uma proposta inusitada: pede que Freyja finja ser sua noiva, para evitar que uma artimanha de sua tia o leve a se casar com a própria prima. Para uma dupla que acha graça das convenções sociais, esta parece ser a oportunidade perfeita para se divertir. Mas a brincadeira acaba trazendo consequências inesperadas. Aos poucos, suas máscaras vão caindo e ambos se revelam pessoas bem diferentes do que aparentam.

 Madeline Hart é uma estrela em ascensão no governo britânico: linda, inteligente, com uma trajetória de enorme sucesso após uma infância pobre. Mas ela também guarda um segredo obscuro – é a amante do primeiro-ministro Jonathan Lancaster. E isso é tudo que os sequestradores dela precisam saber para chantagear o premier e fazê-lo pagar caro por seus pecados, ameaçando Madeline de morte. Temeroso de um escândalo, Lancaster decide lidar com o caso sem envolver a polícia inglesa. É uma manobra perigosa, especialmente para o agente que conduzirá a busca pela garota. Porém, operações mortais com alto risco político não são novidade para o espião israelense Gabriel Allon. À medida que se aproxima o dia da execução de Madeline, Gabriel mergulha em uma angustiante empreitada para resgatá-la. Mesmo sob pressão, ele está certo de que será bem-sucedido, até que os acontecimentos se desenrolam de forma chocante, e nem mesmo o leitor estará preparado para o que Daniel Silva lhe reserva.
 E ai, curtiram os lançamentos desse mês pela Editora Arqueiro? Me digam aqui embaixo nos comentários. 
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Editora Arqueiro na Bienal do Rio de Janeiro 2015

4.9.15
 A Bienal do Rio já começou, e como vocês devem saber, as editoras fazem o possível para agradar seus leitores, utilizando o grande evento para organizar diversos encontros e outras coisas bem bacanas. E entre as editoras não poderia faltar a nossa querida Editora Arqueiro (junto da Sextante e Saída de Emergência), que organizaram diversas coisas bem bacanas para o pessoal que for curtir esses dias de Bienal. Vamos conferir o que a editora preparou para nós?
 Se você é fã de algum destes autores, não percam a oportunidade de correr lá na bienal e tentar bater um papo com eles, tirar uma foto, e principalmente, conseguir o tão desejado autografo. 

 P.S: Deem uma grande abraço na Colleen Houck por mim, haha!

 Eu infelizmente não poderei comparecer a esse evento incrível, mas se você tiver a oportunidade, corre lá e aproveite bastante. E não esquece de dar uma passada lá no estande da Editora Arqueiro, pois além de um catalogo incrível eles irão fazer várias promoções no decorrer desses dias!
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Resenha: Peter Pan tem que morrer, por John Verdon

19.8.15
Título: Peter Pan tem que morrer
Autor (a): John Verdon
Editora: Arqueiro
Páginas: 399
ISBN: 9788580414387
 Peter Pan tem que morrer traz de volta o detetive Dave Gurney, protagonista de Eu sei o que você está pensando, Feche bem os olhos e Não brinque com fogo. “Uma sofisticada trama de suspense que os aficionados por mistério adorarão tentar resolver. Com um enredo tenso, cheio de intrigas inimagináveis, Peter Pan tem que morrer desafia a inteligência do leitor até sua dramática e espantosa conclusão.” – Library Journal No mais tortuoso romance policial escrito por John Verdon, o especialista em mistérios David Gurney dedica sua mente brilhante à análise de um assassinato terrível que não pode ter sido cometido da forma como os investigadores responsáveis pelo caso afirmam que foi. Detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York, ele precisa cumprir uma espinhosa tarefa: determinar a culpa ou a inocência de uma mulher condenada pela morte do próprio marido. Ao descascar as diversas camadas do caso, Dave logo se vê travando uma perigosa guerra de inteligência contra um investigador corrupto, um cordial e desconcertante chefe da máfia, uma jovem linda e sedutora e um assassino bizarro que tem a altura e os traços de uma criança – aparência que lhe rendeu o apelido de Peter Pan. A uma velocidade assombrosa, reviravoltas assustadoras começam a ocorrer e Dave é sugado com força cada vez maior para dentro de um dos casos mais sombrios de sua carreira.
 Com uma trama curiosa, intrigante, misteriosa e bem desenvolvida, John Verdon cria uma obra que com certeza irá conquistar todos os amantes de um bom thriller policial.
 Em Peter Pan tem que morrer vamos conhecer a história de David Gurney, um policial e detetive aposentado que se mudou para a área rural com sua esposa atrás de um novo estilo de vida, e principalmente, para se manter longe dos casos curiosos que ele sempre se sente na obrigação de solucionar.

 Mas é claro que ele não vai conseguir se ver livre dos casos. Pelo contrário. Ele vai se meter, junto com seu "amigo" Jack Hardwick, em um dos casos mais curiosos que ele já viu, que é o Caso Spalter, um homicídio onde nada faz sentido.

 Com um caso tão curioso como esse, Dave vai mergulhar de cabeça 100% nesta investigação e ao mesmo tempo tentar solucionar seus problemas pessoais, que o vêem assombrando à algum tempo. Uma trama com um investigador incrível, e um assassino mais incrível ainda, o que só nos proporciona uma ótima leitura.
 Tenho que começar dizer que o John Verdon está de parabéns por conseguir criar uma trama tão genial assim. No começo da história eu achei que seria só um simples livro investigativo onde passam a maior parte do tempo tentando descobrir que é o assassino. Mas este livro não é bem assim.
Todos os habitantes do planeta, numa latitude específica, veem as mesmas estrelas no céu, mas não há duas criaturas que vejam as mesmas constelações.
 Esse foi meu primeiro thriller policial, mas eu acredito que nem todos livros do gênero tenha seus protagonistas tão bem desenvolvidos que nem o Dave. Ao mesmo tempo que a história foca na investigação, ela está sempre nos mostrando mais do verdadeiro Dave, um homem incrível mas que assim como qualquer outro, tem seus problemas pessoais.

 Se tem outro personagem que também merece reconhecimento na trama, esse alguém é o nosso assassino, Peter Pan. CALMA GENTE, isso não é spoiler. Até porque o grande mistério é saber quem contratou o Peter para matar o Carl. Mas ainda sim, ele merece grande reconhecimento porque ele é simplesmente o personagem mais genial que eu já vi.
Há uma coisa interessante com os olhos. Eles contêm e refletem, mesmo com o esforço de esconder, o resumo emocional de tudo o que já viram.
 O final foi uma coisa de louco. Eu estava esperando que a história se desenrolasse de uma forma e aconteceu de uma forma completamente diferente, com bastante ação e momentos de emoção. Sem falar que no final, o autor consegue passar uma mensagem mais interna que eu acredito que nem todos vão conseguir identificar, mas que é muito bacana.

 Enfim: o livro é incrível e eu recomendo para todos que gostem do gênero. A editora fez um ótimo trabalho com a revisão e a estética do livro em geral. Mais que indicado!
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